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	<title>Lei Rouanet » Banco de Projetos Culturais &#124; Investir na Cultura &#187; Audiovisual » Longa, Média e Curta Metragem</title>
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	<description>Possibilitamos que seu PROJETO CULTURAL seja achados, estudado e receba INVESTIMENTOS via Lei Rouanet</description>
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		<title>Águas Emendadas</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 22:57:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Audiovisual » Longa, Média e Curta Metragem]]></category>

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		<description><![CDATA[Objetivo:
Desde os primeiros momentos da fundação de Brasília, até os dias de hoje, a estrada tem sido o sinônimo da cultura da mobilidade. A compreensão do espaço como uma dimensão da existência será o ponto de partida de uma investigação sobre a formação da memória de Brasília na construção dos espaços sociais do Brasil. Seguindo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Objetivo:</p>
<p>Desde os primeiros momentos da fundação de Brasília, até os dias de hoje, a estrada tem sido o sinônimo da cultura da mobilidade. A compreensão do espaço como uma dimensão da existência será o ponto de partida de uma investigação sobre a formação da memória de Brasília na construção dos espaços sociais do Brasil. Seguindo uma jornada intimista, o espaço e as formas de deslocamento serão entendidos no filme como o seu suporte imagético. O roteiro detém-se nos símbolos do sonho modernista de modo a tratar da influência do traçado monumental de Brasília sobre a psique dos povos do Centro-Oeste. Para alcançar tal atmosfera, a idéia é combinar humor, sátira, ecologia, elementos míticos e uma babel de sotaques, com o intuito de delinear um paradigma cinematográfico ocupado na compreensão da dinâmica de ocupação do Cerrado.</p>
<p><span id="more-661"></span>Ao tratar do projeto modernista de Brasília, sob a ótica de um cicloativista, o roteiro pretende trazer à baila a complexidade de interesses e as idiossincrasias de uma sociedade que glorifica o automóvel, dando o tom de uma comédia de erros.</p>
<p>Justificativa:</p>
<p>Busca-se definir uma narrativa que contemple a importância do espaço e da mobilidade, tanto na fase de consolidação da capital da República, quanto na fase de proliferação dos campos de pastagem sobre o Cerrado. Nela a construção do roteiro segue mais pelo ritmo de uma aventura, com evoluções cíclicas que tendem a nos remeter ao funcionamento das mentes dos personagens e às suas dificuldades de se relacionar com o mundo. O protagonista é celebrado como um personagem à deriva, risível, preso a uma vida farsesca, que parece predestinada às intempéries do acaso.</p>
<p>A trama converge para o Cerrado e transforma a Chapada dos Veadeiros num palco de convivência dos personagens. Por sua vez, a mise-em-scène será ambientada ao ar livre porque o roteiro busca as emoções ambíguas do protagonista, em meio a uma perspectiva latino-americana que claramente favorece a pecuária para exportação em detrimento de suas manifestações culturais. O envolvimento do protagonista no sequestro da vaca premiada de seu antagonista é o ápice deste ciclo de eventos.</p>
<p>Através do olhar do ciclista, e de suas percepções psicogeográficas associadas ao fenômeno hidrológico de Águas Emendadas, o roteiro propõe reflexões acerca da consolidação do projeto modernista de Brasília e da maneira como se dá a sociabilidade dos habitantes do Centro-Oeste. Por mais ingênua que pareça, a aversão à sociedade do consumo e o apelo da natureza, que marcam o périplo do protagonista, são decisões ecológicas. Não em termos panfletários, mas no sentido de uma busca estética centrada na concepção de Mario de Andrade para as artes, onde predomina uma ruptura com a estabilidade em proveito da aventura.</p>
<p>Ficha técnica:  DIREÇÃO Leonardo Villas Braga DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA André Lavenère CASTING Anelise Pinto PRODUÇÃO EXECUTIVA Carolina Paiva MONTAGEM Frederico Ribeincher SOM DIRETO Pablo Patrick SOUND DESIGNER Ricardo Calaça DIREÇÃO DE ARTE Akira Goton FIGURINO Joana Gates TRILHA SONORA ORIGINAL Marcelo Bratke</p>
<p>Região atendida: DF, GO e TO.</p>
<p>Valor do projeto: 1.245.000,00</p>
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		<title>Maria Antonieta faz aniversário</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2009 15:44:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Audiovisual » Longa, Média e Curta Metragem]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Cultural]]></category>

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		<description><![CDATA[Objetivo:
OBJETIVO GERAL:
Tendo como pano de fundo o &#8220;coronelismo&#8221;, questionar sobre a ausência de espiritualidade que se instalou no ser humano contemporâneo, levando-o a cometer todo tipo de barbárie, além da &#8220;impotência&#8221; generalizada perante estes atos hediondos.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
I  &#8211; Realização de um curta metragem de ficção em 35mm utilizando do &#8220;Coronelismo&#8221; para expôr a questão do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Objetivo:</p>
<p>OBJETIVO GERAL:</p>
<p>Tendo como pano de fundo o &#8220;coronelismo&#8221;, questionar sobre a ausência de espiritualidade que se instalou no ser humano contemporâneo, levando-o a cometer todo tipo de barbárie, além da &#8220;impotência&#8221; generalizada perante estes atos hediondos.</p>
<p>OBJETIVOS ESPECÍFICOS:</p>
<p>I  &#8211; Realização de um curta metragem de ficção em 35mm utilizando do &#8220;Coronelismo&#8221; para expôr a questão do autoritarismo e da impunidade. O filme propõe uma reflexão profunda sobre o motivo condutor ao cometimento de atos cruéis de sadismo e barbárie. Uma vez captados os recursos, a produção do espetáculo irá mobilizar profissionais técnicos e artísticos da cidade de Brasília para sua execução, bem como equipe e elenco de apoio na cidade de Pirenópolis/GO.</p>
<p>II  &#8211; Participação em festivais de cinema no país e exterior.</p>
<p>III &#8211; Promover exibições em TVs públicas e educativas.</p>
<p>IV &#8211; Regionalização da produção cinematográfica.</p>
<p>V  &#8211; Divulgação da cultura no interior do país.</p>
<p><span id="more-619"></span>Justificativa:</p>
<p>O ano de 1968 é considerado por muitos, como sendo o ano de maior importância na história mundial da luta por mais liberdade e contra a violação dos direitos humanos. Iniciado por estudantes no &#8220;Quartier Latin&#8221;, em Paris, e logo adquirindo força com a adesão de trabalhadores e demais cidadãos de toda a França, este episódio acaba por desencadear uma série de movimentos de insatisfação popular em vários países do mundo, incluindo no Brasil.<br />
Quarenta anos depois, nos deparamos com um ser humano fragmentado, perdido, sem uma &#8220;visão coletiva de mundo&#8221;, indiferente a toda sorte de selvageria, cada vez mais freqüente na nossa sociedade contemporânea. Essa ausência de espiritualidade tem produzido uma série de atrocidades que talvez pela freqüência e o distanciamento com que nos chegam através da mídia, acabam subvertidas em meros acontecimentos sob nosso olhar cotidiano. São filhos que matam os pais; pais que torturam e matam os próprios filhos, jovens que se divertem arrastando crianças amarradas em seus automóveis. A vida que perde o valor. A matéria que se sobrepõe ao espírito.<br />
É papel da arte, trazer à tona alguns &#8220;fantasmas&#8221; que insistem em voltar a ter vida própria para que estes possam ser exorcizados. Um desses fantasmas é o &#8220;coronelismo&#8221;, que aparece como pano de fundo neste filme, que retrata o dia do aniversário de catorze anos de Tonha, alcunha de Maria Antonieta, uma ex-menina-de-rua de uma pequena cidade do interior do Brasil. Tonha é uma profunda admiradora e conhecedora da história de sua homônima, a austríaca Maria Antonieta que em 1770, também com catorze anos, casou-se com o então delfim e futuro rei da França, Luis XVI. Mas, este entusiasmo acaba por lhe render como presente de aniversário, um espancamento seguido de estupro, obra do filho de um &#8220;coroné&#8221; fazendeiro da cidade, em parceria com um amigo.<br />
Seu Abadia é uma espécie de &#8220;soldado biônico&#8221; e &#8220;tutor informal&#8221; de Tonha por tê-la tirado das ruas. Ele vê sua autoridade desafiada num confronto direto com os estupradores, revelando sua impotência na execução da lei.<br />
Assim, este curta-metragem pretende com este episódio, através de seus personagens, representar metaforicamente três pilares presentes na nossa sociedade atual. Tonha simboliza uma sociedade que tem seus direitos sistematicamente violados; seu Abadia, a inércia desta sociedade em tomar uma atitude contra essa violação e na espinha dorsal, o coronelismo, representando o desumano, a violação dos direitos em si, a ausência total de espiritualidade.<br />
Desta forma, o filme pretende provocar no espectador, uma reflexão profunda sobre tais questões, tão presentes e ao mesmo tempo tão latentes pelo distanciamento midiático.</p>
<p>Ficha técnica: Roteiro e direção: Ignácio Amaral / Direção de Produção: Kátia Oliva / Platô: Érika Persan / Direção de Fotografia: Dani Azul / Direção de Arte: Denise Vieira</p>
<p>Região atendida: Brasília, DF / Pirenópolis, GO</p>
<p>Valor do projeto: R$ 75.526,32</p>
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		<title>O Bom Humor da Vida</title>
		<link>http://www.bancodeprojetosculturais.org/2009/03/o-bom-humor-da-vida-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 11:54:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Audiovisual » Longa, Média e Curta Metragem]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Cultural]]></category>

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		<description><![CDATA[Objetivo:
Em linhas gerais, o projeto “O BOM HUMOR DA VIDA” consiste no seu todo, numa fonte inesgotável de trabalho, uma vez que estão catalogados centenas de situações hilárias com capacidade, já a partir da realização desta obra, produzir outros sub-títulos do “O BOM HUMOR DA VIDA”, gerando emprego, renda e divisas durante cincos anos consecutivos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Objetivo:</p>
<p>Em linhas gerais, o projeto “O BOM HUMOR DA VIDA” consiste no seu todo, numa fonte inesgotável de trabalho, uma vez que estão catalogados centenas de situações hilárias com capacidade, já a partir da realização desta obra, produzir outros sub-títulos do “O BOM HUMOR DA VIDA”, gerando emprego, renda e divisas durante cincos anos consecutivos, divulgando toda nossa diversidade cultural,<br />
para os brasileiros e para todo o mundo.<br />
<span id="more-312"></span><br />
Foram selecionadas situações de fácil compreensão e sem conotação preconceituosa. Mesmo os episódios mais picantes serão interpretados a partir de cenas e mots de bom gosto. Cada um desses temas será abordado a partir de suas raízes, ressaltando todo nosso bom humor e riquezas culturais: folclore, curiosidade, música, dança, paisagem e arquitetura.</p>
<p>Justificativa:</p>
<p>Viabilizar o projeto “O BOM HUMOR DA VIDA” será um fato histórico de inestimável valor, uma vez que ao serem interpretados por artistas e atores, conforme suas especialidades buscaram dois objetivos: divertir o espectador; e resgatar a memória cultural do nosso país.<br />
Está programado capitação de imagens em Minas Gerais nas cidades de Ouro Preto, São João Del Rei, Prados, Congonhas do Campo, Tiradentes e Resende Costa; no Rio de Janeiro em Copacabana, Ipanema, Corcovado,<br />
Cristo Redentor, Maracanã e Paraty; e em São Paulo na capital e interior.</p>
<p>Abrindo oportunidades fora do eixo das grandes capitais, todos os profissionais envolvidos (atores, diretores, produtores e equipe técnica) serão escolhidos em cada uma dessas regiões.</p>
<p>Ficha técnica: Produção digtal de 70 minutos<br />
Região atendida: Brasil<br />
Valor do projeto: R$ 337.020,27</p>
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		<title>Larissa S/A</title>
		<link>http://www.bancodeprojetosculturais.org/2009/02/larissa-sa/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 08:37:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Audiovisual » Longa, Média e Curta Metragem]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[curta metragem]]></category>
		<category><![CDATA[Larissa S/A]]></category>

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		<description><![CDATA[Objetivo:
Até que ponto uma vivência empresarial ou mesmo uma carreira executiva mescla suas urgências e padrões diferenciais com as vivências das relações humanas?&#8221;LARISSA S/A&#8221; traz a história dos jovens Larissa e Ricardo, antigos vizinhos e namorados na adolescência, que seguiram carreiras universitárias e profissionais em cidades diferentes; Ricardo foi para Belo Horizonte cursar Engenharia Elétrica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Objetivo:</p>
<p>Até que ponto uma vivência empresarial ou mesmo uma carreira executiva mescla suas urgências e padrões diferenciais com as vivências das relações humanas?&#8221;LARISSA S/A&#8221; traz a história dos jovens Larissa e Ricardo, antigos vizinhos e namorados na adolescência, que seguiram carreiras universitárias e profissionais em cidades diferentes; Ricardo foi para Belo Horizonte cursar Engenharia Elétrica na UFMG e Larissa permaneceu em São Paulo para estudar Marketing numa grande faculdade particular. No dia de aniversário de 28 anos de Larissa, eles se reencontram; Ricardo agora é um engenheiro desempregado; Larissa se torna Gerente de Tecnologia da Informação de uma empresa de softwares.</p>
<p><span id="more-237"></span>Procurando por recolocação, Ricardo tem em sua vivência uma grande desilusão em sua carreira. Ele realizou quase tudo ao que o mercado condicionou: MBA&#8217;s, atualizações, liderou equipes&#8230; mas, Ricardo não se encaixa neste discurso pronto e, para tanto, colhe restos de desenganos em sua carreira de engenheiro elétrico.Larissa, pelo contrário, colhe resultados de sua dedicação ao trabalho e de seu esmero em seguir profissionalmente e pessoalmente diversas recomendações do mercado. Ao retornar, Ricardo tem o desejo de reaprender algo que para ele &#8220;saiu dos trilhos&#8221; e assim tenta reencontrar o sentimento bom, liberto e vívido que compartilhara ao namorar Larissa.No entanto, nada é tão enganoso, pois quando a reencontra, Ricardo sente que não está mais junto a Larissa, mas sim a mulher que repete mântras de vivência executiva e empresarial pela qual, a todo momento, necessita-se de soluções rápidas sob a égide do mercado até para as frustrações de ambos. Diante do afastamento de Ricardo, Larissa se vê numa nova solidão: seu aprendizado executivo não dá conta da frustração do desencontro com o rapaz&#8230; desencontrando-se inclusive de seu legado como executiva. No entanto, despojados e zerados entre si, eles se reencontram numa esperança mútua e sinérgica diante de um aprendizado não compreendido ainda&#8230; mas vivenciado, como num quente abraço numa fria manhã.O Projeto consiste em:· Produzir e realizar o curta-metragem &#8220;LARISSA S/A&#8221;.Exibição de &#8220;LARISSA S/A&#8221; em festivais de curta-metragem, cineclubes e eventos de exibição cinematográfica em praças públicas, escolas, bibliotecas, centros culturais, entre outros.</p>
<p>Objetivos Gerais:</p>
<p>Proporcionar discussão sobre de que forma as relações humanas estão atreladas intrinsecamente a um discurso de mercado.Objetivos Específicos:· Proporcionar discussão sobre modelos de sucesso de nossa classe média brasileira.· Discutir o conceito de &#8220;Ócio Criativo&#8221;, modelo desenvolvido pelo sociólogo italiano Domenico de Masi.· Proporcionar protagonismo negro no retrato deste exemplo de drama que percorre desejos e frustrações comuns à classe média.   Realizar discussões estéticas e discursivas sobre o curta-metragem (Roteiro, Direção, Fotografia, Atuação, entre outros).</p>
<p>Justificativa:</p>
<p>Urgência nos negócios, sensação de esvair o tempo e sua tentativa sôfrega de ordená-lo em pequenas e controladas cotas destinadas as várias pessoas com quem se relaciona cotidianamente e pela vida afora. E o tempo agendado pode ser pronto, escrito ou tabelado, mas não sincero com o sentimento do momento. Logo vem a frustração de não conseguir a alegria na data e hora agendada&#8230; então como aproveitar este momento, quais 10 maneiras de ser feliz para estes momentos em que se possa consumir, usar e descartar?     O Projeto de Curta Metragem &#8220;LARISSA S/A&#8221; trata sobre o delicado processo atual de ação empresarial/executiva das relações humanas. Por trás de frases imperativas e urgentes como &#8220;ter o diferencial  no  mercado  de  trabalho&#8221;,  &#8220;10  maneiras  de  ser  o profissional em ascensão&#8221;, &#8220;ser criativo para o mercado&#8221;, uma nova   lógica  se sobressai: aprender na vida ou no trabalho se apresenta unicamente como ferramenta de manutenção ou conquista de emprego; o aprendizado não mais estaria relacionado à vivência das relações, com suas congruências e intersecções. Para tanto, esta urgência empresarial atrela padrões vencedores e diferenciais para atitudes pessoais intrínsecas, como o amor, o desejo, entre outros.O curta-metragem &#8220;LARISSA S/A&#8221; dialoga com conceitos elaborados pelo Sociólogo Domenico de Masi. Dentre vários estudos, De Masi afirma que vivemos em uma sociedade denominada pós-industrial na qual o homem é apenas mais um elemento produtivo, nele e nas suas relações não há distribuição igualitária do poder, do saber ou do trabalho; resta-se assim uma verdadeira obsessão consumista que faz do ser humano um autômato sem tempo para desenvolver-se como um todo. Assim sendo, existe uma aura de medo em se ter pouco tempo, ter poucas coisas a se dispor e também ter poucos relacionamentos&#8230; medos em cascata que dialogam com nossas frustrações e como manuais de auto ajuda se validam e se vendem diante deste contexto.&#8221;LARISSA S/A&#8221; dialoga com os longas-metragem &#8220;São Paulo S/A&#8221; (1965) de Luís Sérgio Person e com &#8220;Eles Não Usam Black-Tie&#8221; (1981) de Leon Hirszman. O primeiro lida com o contexto de industrialização da cidade de São Paulo; nele, o mal-estar das hipocrisias envolvidas nesse processo confronta-se com o modelo de sucesso de crescimento econômico na época. O segundo trabalha a atuação permeada de verossimilhança em seus diálogos, proposições e ações. Pelos dois filmes, eu me identifico com o subtexto capaz de perspassar o filme, como no de Person, aliado a verdade do ator em seus momentos de ações sempre atreladas a sentimentos, como no filme de León. Claro que não me proponho a reconstruir tais filmografias, quero sim é evocar sentimentos presentes nestes filmes e em suas referências para embasar e ser sincero com o estilo de cinema pelo qual eu me identifico e proponho este curta-metragem.&#8221;LARISSA S/A&#8221; deseja ir além de uma aparência tão bem representada pelos belos, espelhados e funcionais edifícios empresariais do bairro Berrini, famoso distrito de escritórios de empresas consideradas &#8220;de ponta&#8221;. Deseja ir além da fotografia corporativa na qual todos sorriem e demonstram harmonia.</p>
<p>Ficha técnica:</p>
<p>Direção: Renato Candido de Lima;  Assistência de Direção: Rogério Nascimento Oliveira; Fotografia Cinematográfica e  Editor de Imagem: André Luiz Teixeira Braz; Produção: Valéria Cristina de Oliveira Silva; Direção de Arte: Caroline Cabral Rocha; Técnico de Som Direto e Editor de Som: Eric Ribeiro Christani</p>
<p>Região atendida: Produção do Curta: São Paulo; Exibição do Curta: Brasil (Capitais) e festivais internacionais de curtas.</p>
<p>Valor do projeto: R$ 125.662,00</p>
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