Objetivo:
A peça explora ao máximo a capacidade criativa dos atores na concepção de um espetáculo;
Apresentar ao público um texto inédito e de características peculiares, bem diferentes dos textos que vem sendo apresentados em nossos palcos;
Por suas características, por sua abrangência e humanidade, contemplar um público heterogêneo, bem diversificado;
Viabilizar a produção do espetáculo com o mínimo de recursos e o máximo de qualidade artística, otimizando a relação custo-benefício e reservando a maior parte da destinação orçamentária para atores, divulgação e redução do custo ingressos para maior acessibilidade do público;
Manter o espetáculo vivo o maior tempo possível não apenas cumprindo temporadas, mas aproveitando sua facilidade de produção, deslocamento e montagem, desmontagem para apresentá-lo em festivais, projetos de circulação nacional, etc;
Trabalhar na inversão dos padrões da produção cultural vigente em que as dificuldades de produção determinam que a maioria dos espetáculos tenham morte súbita;
Justificativa:
A montagem de “REALIDADE VIRTUAL” se justifica por apresentar pela primeira vez ao publico brasileiro a criativa faceta dramatúrgica do ator Alan Arkin, já conhecido por aqui pelos seus filmes (….) “Pequena Miss Sunshine” que lhe rendeu o Oscar 2007 de melhor ator coadjuvante e que inclui o brasileiro “O que é isso companheiro?” de Bruno Barreto. Onde contracena, entre outros, com Pedro Cardoso.
Por ser ator, Arkin leva sua experiência para um texto muito diferente, que beira o absurdo, o non-sense e onde põe em discussão os limites de nossa capacidade imaginativa para criar novas realidades, e podemos pensar que ele usa para isso, o próprio teatro como metáfora.
Escrito para seu próprio exercício (Arkin dirigiu ele mesmo uma montagem onde atuava como o filho Antony), “Realidade Virtual” tem diálogos incríveis, prazerosos de dizer e ouvir, muito dinâmico e extremamente bem-humorado e inteligente.
Os personagens Canhoto e Derecha (já contraditórios e conflitantes nos nomes com que se apresentam) vão construindo uma realidade, dentro de suas realidades, a partir de um jogo abertamente teatral.
“Realidade Virtual” se justifica como exercício excepcional do teatro, totalmente despojado com foco no jogo dos atores e seu texto e deles com a platéia, sem “efeitos cênicos” de qualquer natureza. Como possibilidade do exercício pleno do ator e da platéia, de sua capacidade imaginativa. “Realidade Virtual” é magia sem mistério. Por sua proposta de linguagem e encenação merece ser investigado e apresentado ao publico brasileiro.
Ficha técnica:
Claudio Mendes (ator/diretor), Marianna Mac Niven (atriz/diretora), Renato Machado (iluminador), Biza Vianna (Figurinista), Lucas Ciavatta (Sonoplastia), Jacqueline Melo (Produção Executiva), Stephany & Pontes (Assessoria Imprensa), Silvana Andrade (Programação Visual) ,
Periodo de execução: Junho à Agosto 2008 no Centro Cultural Justiça Federal
Região atendida: Rio de Janeiro
Valor do projeto: 159.750,00













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Grato