Objetivo Geral
Promover a cultura brasileira, a identidade cultural, a arte e suas manifestações.
Objetivos Específicos
1. Organizar cursos interativos à distância, que promovam pesquisas sobre os mitos e personagens que compõem o imaginário cultural brasileiro, utilizando clássicos da literatura e outras manifestações e linguagens.
2. Organizar cursos, seminários e debates, interativos, à distância, sobre artistas e autores brasileiros e aspectos históricos das artes, que envolvem as produções artísticas desses períodos e quando possível, o contato com o próprio artista.
3. Proporcionar o conhecimento sobre os procedimentos e métodos do fazer artístico em diferentes linguagens e mídias, por meio de atividades à distância: estudos individuais orientados e oficinas mediadas por especialistas.
4. Organizar debates à distância com especialistas sobre as influências da tecnologia nas linguagens e na arte.
5. Oferecer espaço virtual para a publicação de trabalhos produzidos nos cursos ou outros que contemplem aspectos da história e/ou cultura local ou nacional (textos, imagens, vídeos, áudios etc).
Justificativa: A primeira referência é de Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil:
“A tentativa de implantação da cultura européia em extenso território, dotado de condições naturais, se não adversas, largamente estranhas à sua tradição milenar, é, nas origens da sociedade brasileira, o fato dominante e mais rico em conseqüências. (…) Trazendo de países distantes nossas formas de convívio, nossas instituições, nossas idéias, e timbrando em manter tudo isso em ambiente muitas vezes desfavorável e hostil, somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra. (…) Podemos construir obras excelentes, enriquecer nossa humanidade de aspectos novos e imprevistos, elevar à perfeição o tipo de civilização que representamos: o certo é que todo o fruto de nosso trabalho ou de nossa preguiça parece participar de um sistema de evolução próprio de outro clima e de outra paisagem.”
A atitude modernista, o movimento antropofágico, lida com essa situação apontada pelo Prof. Buarque de Holanda, trazendo a reflexão sobre os diferentes componentes e influências internas e externas, que constroem os nossos mitos, nossos códigos, hábitos e tradições, a ponto do filósofo Roland Courbosier considerar que somente após o movimento modernista podemos falar em identidade cultural brasileira.
A grande extensão de nosso jovem país, a diversidade cultural, oriunda do sincretismo e miscigenação entre as diferentes culturas e etnias que compõe o povo brasileiro, e a migração interna, entre outros fatores, proporcionam processos de perda e busca de identidades.
O mundo também está num processo de mudanças, principalmente pelas transformações tecnológicas que entre outras coisas, democratizam o acesso a informações e a fatos em tempo real, criando dicotomias entre o global e o local, o que é próprio do mundo e o que é próprio do meu território, contribuindo para a desconstrução e construção de identidades. Vivemos as contradições da sociedade pós-industrial, sociedade da informação que caminha para a sociedade do conhecimento.
Sobre esse momento, o filósofo Pierre Levy especula em torno de um novo espaço antropológico1 em função do ciberespaço, o da inteligência e do saber coletivos. A novidade, nesse domínio, deve-se à velocidade da evolução dos saberes, à massa de pessoas convocadas a aprender e produzir novos conhecimentos e ao surgimento de novas ferramentas (as do ciberespaço) que podem fazer surgir, por trás do nevoeiro informacional, paisagens inéditas e distintas, identidades singulares, específicas desse espaço, novas figuras sócio-históricas.
A Oficina Cultural Virtual propõe a pesquisa das identidades, pesquisa daquilo que nos é próprio, de nosso jeito de ser como povo, nação. As atividades propostas apóiam-se nas manifestações da arte e da cultura brasileira, no fazer artístico e dos meios de comunicação. Estruturam-se no ciberespaço, como local de pesquisa, de organização de informações, de descobertas, local para estabelecer relações, promover encontros, conversas, comunicação.
(1) – Levy define Espaço Antropológico como um sistema de proximidade (espaço) próprio do mundo humano (antropológico), e portanto dependente de técnicas, significações, linguagem, cultura, convenções, representações e emoções humanas.
Ficha técnica: Celso Santiago – coordenador e professor; Fátima Freire Dowbor – coord. pedagógica: Pa Cardillo – coord. de pesquisa; Rose Oliveira – pesquisa e tutoria; Cris Hyppolito – pesquisa e tutoria; Ensinar Net – apoio tecnológico; Itinerantes Filmes – captação e edição de imagens
Região atendida: abrangência nacional
Valor do projeto: R$296.259,00












