Objetivo: A VIZINHA FALADEIRA vai às ruas da cidade do Rio de Janeiro registrar em linguagem audiovisual entrevistas com atores diversos da nossa cultura, procurando o quanto cada um contribui com sua memória pessoal e intelectual na construção de nosso imaginário, nossa identidade cultural coletiva. Entendendo memória cultural como algo dinâmico, que se constrói a cada dia A VIZINHA FALADEIRA dialoga com temas atuais buscando as conseqüências históricas suscitados por eles.
Com características transversais A VIZINHA FALADEIRA pesquisa nosso patrimônio cultural em linguagem audiovisual; gera acervo para preservação desse patrimônio e fonte para pesquisa, além de garantir o acesso a essa memória às gerações futuras; resulta em filmes curta metragem para exibição em praça pública; atinge a comunidade de forma educativa estimulando a prática da história oral, a valorização da memória, a integração da comunidade, bem como seu retorno ao espaço público.
Levar a arte cinematográfica para a rua, fazendo do espaço público um local de convívio cultural e artístico, transforma positivamente a vida em comunidade. Nossa perspectiva é a de contribuir para que as pessoas de bem voltem a colocar a cadeira na calçada e conversar com seus vizinhos.
Estimamos produzir de forma patrocinada mais 50 horas de pesquisa sobre o rio Carioca, em mais seis meses de trabalho, quando serão desenvolvidos, ao menos, mais 2 pequenos filmes para exibição em praça pública.
Ao fim dos trabalhos todo o material filmado será disponibilizado em arquivo público ainda não definido.
Justificativa:
A sociedade moderna está organizada de uma maneira tal que nos faz reféns de uma tela que está dentro de nossas casas, nos poucos momentos em que podemos desligar a mente das preocupações individuais a que a vida nos impõe. A TV está ligada diante de nós nos restaurantes, bares e salas de espera, invadindo o ambiente com o naturalismo dos programas de ficção e o jornalismo em forma de espetáculo que, somados aos filmes publicitários, constroem diariamente em nossas mentes um mundo virtual, com os sabores e saberes que servem às demandas do mercado de capital, e que pouco compromisso tem com a maneira brasileira de ver e viver a vida: nossas prioridades, dores, cores e calores.
As primeiras entrevistas aconteceram em setembro de 2006, de forma totalmente independente, contando com a ajuda de alguns moradores e comerciantes da vizinhança em Laranjeiras.
A idéia de pesquisar a história da cidade partindo de um rio, da necessidade existencial de se ter um meio ambiente propício a vida humana para se constituir uma cidade, nos pareceu conceitualmente perfeito para darmos início ao projeto e expressar nosso trabalho.
Além de ser o meio ambiente um dos temas mais discutidos na atualidade, o rio Carioca encerra em si aspectos históricos, culturais, políticos e geográficos cujas conseqüências estão impressas em nosso imaginário coletivo. O patrimônio físico, arquitetônico, ganha importância aqui à medida que sua existência surge integrada ao imaginário coletivo.
A tela montada na praça exibe um bate-papo com o jornaleiro, depoimentos com famosos e anônimos, acadêmicos e populares.
As primeiras exibições aconteceram durante o evento ARTE em LARANJEIRAS 2006 e, em julho/07, com o patrocínio da Caixa pudemos exibir na Praça São Salvador, no foyer e na sala de cinema do Caixa Cultural do Largo da Carioca uma edição especial do filme, com a inclusão de personagens pan-americanos.
As pessoas guardam na memória a história da formação da cidade, de moradores como Carlota Joaquina e a Princesa Izabel, passando pela inauguração da fábrica de tecidos Aliança e a chegada do proletariado, até os dias de hoje, com a abertura do túnel Rebouças e a inauguração do Metrô.
Professor Nireu Cavalcante, Maria Stella, Juca do Serafim e Paulo da mudança são alguns dos vizinhos cuja história está sendo registrada em depoimento filmado.
Ficha técnica:
Criação e Direção: Inês Magalhães
Argumento e pesquisa: Carla Pereira da Fonte
Período execução: Seis meses de duração
Região atendida: Rio de Janeiro
Valor do projeto: R$ 197.974,49













Olá,
gostaria de ter acesso ao curta pois estou escrevendo uma monografia onde o objeto de estudo é o rio carioca. será que é possível? teria como obter o contato da produtora do filme? busquei na internet e não achei nada.
obrigada
aguardo retorno
camila carnevale
Estamos organizando o terceiro Arte em Laranjeiras e Cosme Velho e gostariamos de poder passar o filme A vizinha Faladeira, episódio Laranjeiras, na mostra de curtas do bairro que será exibida durante o evento pelo Cineclube Aguas Férreas. O evento acontece os dias 18 e 19 de outubro. Perdi o contato dos realizadores, favor quem puder ajudar a localiza-los, nos informe. A seleção será no dia 21 de agosto de 2008. Obrigada.
sou fa desta escola desde que tomei conhecimento da sua historia. quero no porximo ano desfilar efazer parte desta agremiaçao que tanto adimiro
um abraço
evanio
salvador bahia